segunda-feira, 9 de julho de 2012

Coluna: JOVENS de Carreira

Satisfação e Insatisfação no trabalho



O que faz a pessoa gostar ou não do seu trabalho? Segundo alguns estudos, é pela perspectiva ambiental (as características do trabalho), que é possível analisar os índices de satisfação e insatisfação das pessoas. Claro que não vamos reter só a isso, a personalidade de cada pessoa (adequação pessoa & trabalho) também é fator fundamental para fazer essa analise. Há pessoas que nitidamente “amam” o seu trabalho e possui profunda admiração pelo o que faz; isto porque as condições de trabalho contribuem para a autoestima e a felicidade profissional.  Não são todas as pessoas que ficam um longo período de tempo conformadas com as condições de trabalho em que vivem, ainda mais quando elas são precárias. As pessoas conseqüentemente pensam em duas alternativas: A primeira, continuar na mesmice, trabalhando na organização com elevado grau de insatisfação e tendo o trabalho apenas como um pivô para solucionar suas necessidades de sobrevivência. A segunda, procurar novos horizontes, ou seja, novas portas onde o trabalho se adéqüe a elas e que elas se sintam feliz com ele todos os dias; mas para isso, é necessário capacitação, renovação e qualificação.

“Em termos simples, satisfação no trabalho é quando as pessoas gostam do seu trabalho.”

Há muitas facetas que proporcionam essa satisfação:
-Salário
-Seguro de saúde e outros benefícios
-Trabalho interessante
-Oportunidade de aprender novas habilidades
-Segurança
-Reconhecimento
-Acessibilidade
-Horários flexíveis
-Boas condições de trabalho

Na década de 60 o trabalho nas indústrias era tedioso, rotineiro e insatisfatório. Hoje o desafio das empresas é tornar as tarefas mais complexas e significativas para melhorar a satisfação dos colaboradores, dentre elas:

-Variedade das atividades (atividades diferentes)
-Atividades importantes (que possa servir/ solucionar problemas)
-Autonomia (faculdade que os colaboradores têm para tomarem decisões)
-Feedback (o bom funcionário quer ser avaliado e prestigiado)

Um ponto relevante sobre a insatisfação, é que muitos gestores não esclarecem aos seus funcionários seu verdadeiro papel, gerando assim dúvidas. Tal insatisfação pode ser decorrente de sentimentos de indignidade pela obrigação de realizar uma tarefa desinteressante e de inutilidade. Outro ponto é a valorização do profissional que está ligada as questões salariais. Quantos funcionários dão a vida pelo trabalho, fazem tudo corretamente e depois de uma vida toda na empresa servindo, nunca foram reconhecidos com salário e benefícios mais dignos!

“As empresas não deveriam esquecer que funcionários motivados são sinônimo lucratividade.”

Se você acha que precisa mudar a maneira como tem reagido em sua profissão, saiba que é possível rever sua carreira.  Você precisa descobrir o que pode lhe proporcionar maior realização profissional. Não dá para trabalhar infeliz no ambiente de trabalho, é horrível! É interessante você procurar organizações que tenham uma cultura compatível com seus valores, ou aquilo que você considera importante. Se você apostou em uma profissão e esta sendo infeliz, ainda há tempo para recomeçar e procurar exercer novas atividades. É preciso repensar em seus objetivos e metas. Não tenha medo de novos desafios.

Na próxima semana postarei um vídeo que lhe trará uma mensagem bem bacana sobre mudanças na vida profissional (ainda continuando nosso tema). Quando você já se encontra entediado do que faz, ou quando se perde aquele posto que você nunca imaginasse acontecer. O que fazer então? Um forte abraço e até semana que vem...
Roberta Soares [Facebook]
Pedagoga e Analista em RH

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