Chocolate:
Um doce remédio
Sem excesso, o doce diminui o mau humor, dá energia e pode ser bom para o coração.
Quem consegue resistir a um
pedaço de chocolate? Hummm… E agora, ninguém precisa mesmo resisti-lo. O doce,
que costuma ser o terror das dietas, tem propriedades que ajudam a diminuir o
mau humor, dão mais energia e evitam os problemas cardiovasculares, de acordo
com o livro “O poder da cura do chocolate”, da autora Cal Orey. No entanto,
especialistas alertam: para ter os benefícios, é preciso moderar na quantidade
e escolher o tipo de chocolate.
O nutrólogo da Associação
Brasileira de Nutrologia (ABRAN), José Alexandre Portinho, diz que é do cacau
que vêm os benefícios do chocolate.
“Para fazer o doce, a fruta é
beneficiada e é feita a separação da manteiga e do liquor. Este segundo é o
chocolate puro e onde há as substâncias boas à saúde”, explica Portinho. Dentre
esses benefícios, estão os flavonóides, substâncias antioxidantes que reduzem o
colesterol ruim e melhoram o colesterol total. “Esta propriedade ajuda a diminuir
a incidência de doenças cardiovasculares”, afirma o nutrólogo. Além disso, a ação
dos flavonoides com os minerais, também presentes no chocolate, tem efeito diurético,
acelera o metabolismo, dando mais energia, e promove sensação de bem estar. “É
por isso que as pessoas querem sempre mais”, diz Portinho.
E as boas novas não param por aí.
O doce também tem efeito sobre o sistema nervoso, levando à liberação de
serotonina — o hormônio da sensação de satisfação. As meninas conhecem bem esse
benefício nos dias de TPM.
Mas é preciso maneirar na
quantidade. “Os efeitos positivos são para quantidades pequenas. O ideal é
comer 50g diárias, ou seja, uns dois quadradinhos de uma barra grande por dia”,
recomenda José Alexandre. “Se comer muito chocolate, em vez de fazer bem ao
coração, aumenta as chances de ter esses problemas devido ao excesso de gordura
e açúcar”, completa.
AMARGO TEM MENOS GORDURA
O chocolate amargo é o mais
saudável. Segundo José Alexandre Portinho, ele tem maior quantidade de liquor,
extraído do cacau. “Consequentemente, as quantidades de açúcar e gorduras, além
do leite, são menores”, explica.
De acordo com o especialista, é
possível fazer uma escala: amargo, meio amargo, chocolate ao leite e chocolate
branco. “O primeiro tem mais cacau. O segundo tem menos, e assim
sucessivamente, até o chocolate branco, que é o que tem mais gordura. Quanto
menos cacau, menos saudável”.
Já sabem, né? Chocolate é muito
bom, mas nada de se entupir dessa delícia dizendo que é remédio. Temos que
ingerir na quantidade certa para não prejudicar a saúde.
Fonte: Revista "Geração JC", edição nº 90


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