Como cristãos
Hoje me peguei tentando explicar
para uma moça como é difícil ser jovem e ter uma vida posicionada com Cristo.
Tentei dizer que somos livres
para fazermos o que queremos, mas também para rejeitarmos aquilo que podemos
fazer!
Como cristãos conhecemos a verdade e por este motivo somos
livres, mas há liberdade no nosso meio? E como é essa liberdade? Já sei, a
liberdade espiritual que nos livra do império da morte, mas na real… essa
liberdade se externa em nós? Somos felizes, pacificadores, alegres, honestos,
companheiros, atenciosos, contentes com o que temos em todo o tempo?
Damos testemunho dessa verdade quando abrimos a boca, ou apenas reclamamos…
Sabemos usar a verdade para
contrariar uma pessoa que não compartilha a nossa fé, usamos capítulos e
versículos que nos defendem de retalhações, afinal temos a verdade, sim creio
nisso, mas será que ela é para ser vomitada a todo custo ou digerida
delicadamente?
Como cristãos queremos dar conselhos e corrigir nossos irmãos
que cometeram algum erro, mas como falar para uma pessoa que ela está errada,
será que sempre devemos ser mansos e parecermos idiotas, ou devemos ser ásperos
e chatearmos ela. Podemos pensar que sempre devemos ser mansos, é mais prudente
e menos arriscado.
Mas será que Jesus, vendo o
comércio que se formou na porta do templo, chegou falando: Com licença
senhores, poderiam por gentileza se retirarem deste lugar?
Acho que não..
Qual à hora de ser veemente nas
palavras e gestos ou não?
Como cristãos frequentamos os cultos regularmente, porque a
igreja precisa estar em comunhão, e sermos aperfeiçoados uns com os outros, mas
quando saímos de lá separamos nossa vida de Cristo e damos prioridade para
outras coisas… ninguém me interrompa quando estiver fazendo isso ou aquilo!
Como assim ninguém? O ALGUÉM
sempre é mais importante do que o ALGUMA COISA.
Como cristãos fazemos estratégias de evangelismo, com todo
tipo de artimanha para atrair as pessoas descrentes, mas isso dura até que ela
nos conheça bem, pois as estratégias foram bem realizadas, mas com o passar do
tempo deixaram de serem úteis para ganhar nossos corações endurecidos. Meus
familiares que me julguem, se estou melhor como cristão ou pior, mas existe
muita perseguição, sim, mas uma vida reta não levanta ao menos suspeitas de acusações.
Como cristãos conhecemos o que é sermos íntegros e sinceros,
até deixamos de ser nós mesmos em busca dessa aparência de pureza, para nos
mostrarmos santos, não à Deus, mas aos homens. Porém, na ausência desses,
sentimos vergonha de alguns atos, ou nem sentimos mais, ficou tão normal.
Como cristãos sabemos que o amor é o maior mandamento, e
sabemos amar muito bem aquilo que para nós é amável. O desprezível, sujo,
arrogante, doente, esquisito que Deus nos livre.
Por fim como cristãos, fazemos muitas coisas que são completamente certas,
mas na hora errada, quando na verdade deveríamos como cristãos, perguntar a
Cristo o que melhor deveríamos fazer ou não.
Você viu que este texto está na
quarta pessoa? Isso porque estou falando de mim e de quem como cristão, possa
um dia ter passado por uma situação dessas e quer deixa-las.
Não acho que por sermos cristãos
agimos dessa forma, mas a dureza do tempo e as machucaduras da nossa vida
cristã pode nos chegar a este ponto.
Em nome de Jesus que isso não se
perpetue em nosso meio nunca mais, começando pela galera do NMM.
“Minha oração não é apenas por
eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem
deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também
estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” (João 17.20-21)
Via: Não Morda a Maçã
Via: Não Morda a Maçã

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