As DUAS faces do Orgulho
Imagine um orgulhoso com duas
faces. A primeira, e a mais óbvia, é o olhar escarnecedor de menosprezo lançado
por olhos arrogantes. É o político que faz pouco de você, aquele roqueiro ou
atleta célebre que se acha melhor do que você. É o olhar que o faz sentir-se
sem valor. Já sentimos isso e todos odiamos a sensação. É o olhar que Salomão
menciona em Provérbios – o “olhar altivo”. O orgulho, porém, tem outra face e
esta é uma surpresa para nós.
É a face da autopiedade. São
os olhos que olham pra você ou pra mim e dizem: “Ninguém me entende,
ninguém gosta de mim nem se preocupa comigo”. Veja, o foco da autopiedade
é o mesmo foco dos olhos arrogantes. Trata-se de mim. O que as pessoas
pensam de mim?
“O jeito como você pinta o cabelo
com essa cor verde amarelada me escandaliza.”
“Realmente me magoa o fato de
você não tentar me compreender.”
“Tenho a sensação de que ninguém
se importa comigo nem com minha opinião.”
“Sou uma pessoa sensível, e você
precisa ser extremamente cuidadoso na hora de lidar comigo.”
Vê? A autopiedade põe o foco no
mesmo lugar que os olhos arrogantes o fazem – não nos outros, mas em nós.
Recentemente, estava explicando
isso a um amigo e ele me interrompeu: “Sinto-me culpado por ter as duas
faces. Uso qualquer uma delas para obter o que quero.”
Isso! Eu também.
Já encontrei em mim a capacidade
de ir nas duas direções do orgulho, qualquer das duas que seja mais eficiente
para o momento.
Qualquer que seja a face do
orgulho, a intenção é tentar controlar as pessoas e manipular a idéia que fazem
a nosso respeito. Se eu não conseguir que você faça o que eu quero por meio de
um olhar arrogante de intimidação, vou tentar conseguir que você faça o que eu
quero levando-o a sentir pena de mim. Sou uma pessoa muito sensível… As duas
estratégias têm origem no orgulho. As duas busca o controle. Deus opõe-se a
ambas.
Trecho retirado do livro que
estou lendo: “O lado oculto do artista” – Paul Thorson
Via: Não Morda à Maçã
Via: Não Morda à Maçã

Nenhum comentário:
Postar um comentário